segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Regresso ao pais
A mansao das letras e a tocha do sonho em fusao,
olhos carregados de espasmo, porte esguio e esqueletico
As malas de sonhos pesam de outras desgracas.

Regresso à orquestra das oncas nocturnas, aos bailes de massessa,
trago as maos deserticas, porticos partidos e vivas chagas de pranto,
Regresso ao mundo dos outros e a rua fusiforme da poesia,

outros ja tem um lar, um pedaco, outra metade do universo,
-Mas nunca chega a vez para mim
Fito-me na fresta do futuro
e vejo a incerteza dos roteiros

Mas ainda o sonho crepita como uma lareira desmaiada,
Rezo pelo vento, rezo pelo combustivel que cessa,
Quem sabe, um dia a verdade passa me levar a trote.

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